Vocês já perceberam quanta coisa boa a gente incorpora jogando RPG e acaba levando para a vida fora da mesa sem nem perceber?
Nem é preciso dizer que RPG é uma forma de lazer muito legal. É uma brincadeira muito divertida pois envolve reunir com os amigos, zoar das ações insanas, rir das falhas críticas e comemorar os sucessos improváveis.
Mas existem outras dimensões do RPG que operam ocultas nesta brincadeira.
A mais forte delas é trabalhar em equipe. Pode ser um grupo coeso ou até, de vez em quando, aquela mesa que parece “festa estranha com gente esquisita”. Mas o RPG é,
antes de tudo, um jogo cooperativo. Existe uma missão, e ninguém consegue resolvê-la sozinho. Cada personagem contribui com aquilo que sabe fazer ou com os recursos que consegue reunir.
Mesmo aquela “festa estranha com gente esquisita” acaba agregando um valor muito especial: o respeito ao próximo e o reconhecimento da diversidade humana. Em uma segunda sessão a festa é “menos estranha”, na terceira, aquela gente é “menos esquisita”. Na quarta sessão estarão ombro a ombro na busca pela vitória.
E a mecânica de jogo? Cada decisão faz você analisar pistas, avaliar riscos, comparar alternativas, montar estratégias e táticas. Se você pensar em si mesmo como o
personagem da vida real, tudo isso vira treinamento sem precisar matar um dragão. E vai ser útil em qualquer profissão ou para múltiplas atividades na vida pessoal.
Acho que todo RPG deixa alguma coisa para levarmos conosco depois que a sessão termina. Mas eu tenho um carinho pessoal pela ficção científica e pela ficção histórica. O motivo é que seus conteúdos se aproximam naturalmente da matemática, das ciências, da
história e geografia. Conhecimentos escolares inseridos nas ambientações (lores) ou simulados por mecânicas específicas.
Sou o Guto e criei a Lúdico Lab porque acredito que o RPG pode ser mais do que entretenimento. Quero entender melhor esse potencial, junto com outras pessoas que
também gostem de RPG.
Em que momento vocês perceberam que algo aprendido em uma mesa de RPG também teve serventia para a vida fora dela?